A única vez que desejei ser um homem na minha vida foi quando vi meu irmão escrever o nome dele mijando.Para conquistar precisamos de justificativas,então essa noite eu tive um sonho de sonhadora,maluca que sou ,sonhei com o dia em que homens deixariam de espancar mulheres.Quando era menina,pensava que seria complicado me casar ou conviver com um homem,então planejava meticulosamente maneiras de me livrar do primata,comer bastante cebola e 2 pizzas de alho estava nos planos,soltaria um bom PUM,tipo aquela bomba de fedor ao cubo,e espantaria o cara,pensamento besta,acreditava que homens eram inimigos( ainda acredito um pouco) e que ninguém me forçaria a casar e ter filhos.Sim mainha deixou esta mulher assistir filmes medievais demais.Os jornais só falam do monstro da Áustria que comeu e engravidou a filha e a fez de prisioneira, bem pouco uma prisão perpetua,deveria ter sido condenado a máscara de gás ,mas quero falar de monstros domésticos .Dói um tapinha não dói,um tapinha não dói,um tapinha não dói,só um tapinha.Você já apanhou?Não estou falando de tapas no bumbum na hora da sacanagem, mas sim de violência não autorizada. Entrevistei há tempos atrás uma senhorinha de 69 anos que era espancada pelo seu filho, o safado ficava com toda a aposentadoria da mãe, e dava socos no seu rosto, perguntei por que ela consentia tal situação. Ela disse:
“- É meu filho moça.O que posso fazer?
Além da violência física existem também aquelas bizarras palavras que temos de escutar ao passear pela rua, GOSTOSA, os macaquinhos realmente acham que as mulheres gostam de escutar essas “delicadezas”, é um absurdo total. O que faz esse filho bater nessa mãe?Uma mistura perigosa de carinho, amor, pancadaria, desejo, ciúmes. Precisamos de um sistema jurídico que acabe com esse tipo de situação, chega de ementas, todo cidadão deveria decorar o código civil e utiliza-lo no dia a dia. No entanto é bem mais fácil abrir as pernas e adotar o creu como filosofia de vida. Vejo maridos violentando esposas e filhos (as) e a justiça dando ganho de causa a violência. O gibi tem o seguinte conteúdo:
“Meu amor se você voltar para mim, eu não vou nunca mais agir assim, vou fazer tudo que você quiser meu bem, e te amar, como nunca amei ninguém. Sei que fiz tudo errado, mas foi sem querer, nunca passou por minha cabeça espancar você, às vezes a gente não percebe e erra sem querer,tente entender ,não queria te bater”
Próxima semana acontece à mesma coisa, na outra semana ele te bate novamente, é um ciclo, porque amamos o cara e achamos que isso vai acabar, mas não acaba você tem um maníaco que adora brincar de cabra cega, e te bate todos os dias, coloca-lo no boxe não resolve, porque é divertido sentir “PODER”, a vitima chorando, ele é o controlador, e tu o carrinho socado contra a parede. Se questione os sete dias de qualquer miserável semana se vale a pena ser vitima?É sim?Boa sorte. Mas se for NÃO, tenha coragem e chute esse bosta que não te ama, e pare já de ser a gaveta de espermas dele e treinamento físico. Prepare-se para guerra.
Dedico essas palavras a Joseane Oliveira Leite


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