Loucas leituras

Dedurado por Unknown em 21:45

Eis - me aqui hoje pra falar das minhas paixões, a literatura é uma delas.Pensem em uma mulher extremamente apaixonada por livros ( não só os livros, amo ler qualquer coisa desde de grandes autores como Sheakspeare até a bula de remédio leio de tudo ),mesmo assim sempre acabo misturando essa mania com música brega e fuleira,e aquelas velhas modas de viola,com samba de gafieira.

E eu ainda sou dessas pessoas que acham quem o incentivo a leitura tem que partir das escolas, e cá entre nós o ensino no nosso país não é nada bom. Eu falo isso por experiência própria, porque fui aluna de escola pública um bom tempo. Comecei a estudar literatura quando estava no primeiro colegial, gente isso é o cúmulo, eu já estava lendo Capitães de Areia - Jorge Amado ( poeta do modernismo) e a minha professora me mandando ler José de Alencar (poeta do romantismo) e seus livros chatos.

Na boa, tudo bem que ele contribuiu pra formação da nossa literatura ,e é importante saber sobre as obras deles, mais uma professora exigir que um adolescente de quinze anos que está com os hormônios a flor da pele leia o romance de um cara que sofria porque o amor dele não era correspondido e blá blá blá, isso não dá certo. Por isso que a maioria das pessoas não gostam de ler, porque elas não tem um incentivo, porque os professores os torturam para fica lendo esses livros chatos ao invés de incentivar o simples desejo de leitura individual para a formação de íntimos hábitos com os livros. Independente do que se leia, o importante é ler.

Estou lendo um livro engraçadíssimo chamado " O seu último livro de auto-ajuda". A história verídica, o autor (um médico) foi diagnosticado com câncer e ele acha muito estranho que as pessoas, ao invés de dizerem que ele tem um carcinoma, um problema genético, qualquer coisa mais científica sobre o estado dele, diziam que ele tinha "acumulado muita raiva", entre outras citações esdrúxulas.

Além de ótimas teorias (que eu concordo plenamente, por ser um tanto incrédula e ateia), o livro serve de questionamento sobre aquelas coisas que acreditamos ser invariavelmente certas, como a existência de uma justiça divina. Não. "Coisas boas acontecem para pessoas ruins". Pensei um pouco. Sim, é verdade. Aos nossos olhos, somos todos inocentes. Então, não há justiça que não tenha dois lados. Nem sempre o bem vence.

Lembrei de tantos outros que sofreram injustiças. Pois bem, estamos (quase) todos vivos, se isso importa alguma coisa. Todos somos vítimas, o que nos faz cair na teoria d'O Alienista (salve, Machado de Assis!): loucos são a minoria.

O seu machucado não dói tanto quanto o do seu vizinho e se Deus existe, Ele está ocupado demais para te atender.Nos resta aceitar as coisas como são. Quem sabe conseguimos rir um pouco, no fim das contas.

Sabe aqueles dias em que você acorda com um único pedido ?
Pois é, hoje acordei assim, e meu único pedido de hoje é: mudanças.

Beijos calientes.